Harry Potter e a câmara da nostalgia

Lumus

Vinte e seis de junho é um dia mágico. Neste ano de 2017, a série Harry Potter comemorou 20 anos do lançamento do seu primeiro livro, Harry Potter e a Pedra Filosofal. Um livro que fez história e encantou pessoas do mundo todo (sacou? encantou…).

Eu lembro que ganhei o primeiro livro da série de presente de aniversário e em alguns dias comecei o capítulo 1, O menino que sobreviveu. De início, lá pelos meus 9, 10 anos de idade, confesso que não me pegou muito. Larguei por um tempo, voltei, mas não engrenei na leitura. O que não ia durar muito. Com a chegada do filme em 2001, eu (e o mundo todo) tive minha cabeça explodida por aquele mundo mágico.

Harry Potter e a Pedra Filosofal (1) (editada)

Me apaixonei pelo filme, pela história e logo retomei a leitura, que rapidamente se tornou muito instigante e até mesmo assustadora. Com a chegada do segundo filme, Harry Potter e a Câmara Secreta, meu amor por aquele universo só fortaleceu. E eu engatei um ritmo frenético na leitura dos livros. Comprei o segundo livro, peguei o terceiro e o quarto na biblioteca do colégio e ganhei o quinto de presente no natal de 2003.

Li todos eles em menos de uma semana cada. O universo ia ficando cada vez mais interessante, completo e intrigante. Devorava os livros. Lembro até hoje que um dos capítulos que mais me prenderam, um capítulo que seria impossível de abandonar no meio, mesmo que o mundo estivesse acabando, foi o da final da taça de quadribol em O Prisioneiro de Azkaban (meu livro favorito da série).

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A partir do terceiro filme, não havia mais mistérios quanto ao desfecho de cada história, mas mesmo assim eu estava lá, na fila do cinema, na pré estreia em meio aos potterheads, que muitas vezes iam de cosplay, tornando aquelas noites um pouco mais mágicas. Vi de tudo, até duelos de varinha em meio a praças de alimentação lotadas de expectadores e pessoas tão perdidas no que estava acontecendo que nem o Mapa do Maroto teria ajudado elas a se acharem.

O sexto livro e o sétimo eu comprei na pré venda e foram os primeiros livros que li totalmente em inglês. Eu queria praticar o idioma, mas também queria ter a experiência de ler nas exatas palavras da autora (comprei os dois nas edições britânicas). Recentemente reabri o último livro, Harry Potter e as Relíquias da Morte, para relembrar. Fui direto para o capítulo 32, The Elder Wand, e não consegui parar até chegar novamente ao final da história. Mas fiz isso, na verdade, para poder chegar na página 522, já no capítulo 33 (A Prince’s Tale), para ler apenas uma palavra. Uma palavra. Um dos momentos mais emocionantes da história, que não vou dizer qual é. Quem conhece a história, com certeza, sabe do que me refiro. Quem não conhece, busque conhecer. Leia os livros, veja os filmes.

dims

O universo mágico de Harry Potter pode ter sido o que me fez ter a paixão que tenho hoje por livros de fantasia. Minha paixão por mundos fantásticos pode ter começado na Rua dos Alfeneiros e, por isso, eu te agradeço Joanne Rowling. Eu e um mundo de crianças, velhas e novas, que embarcaram contigo em uma plataforma absurda para um lugar cheio de magia, onde riram, choraram, se assustaram e aprenderam que nem sempre as decisões fáceis são as certas e que, com amigos e amor, não há maldição que não possa ser derrotada.

Nox

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