Gente, mais uma sexta chegou e a gente veio aqui fazer o nosso micro-review semanal. Vários assuntos poderiam ter sido pauta da semana, então resolvemos fazer uma breve lista de notáveis que deixamos passar, pelo menos por enquanto: nossas impressões sobre “O Círculo”, o falecimento de Paulo Sant’ana, a primeira semana de férias do Octavio, Meirelles dormindo no discurso do Temer, o evento de aniversário de Pokémon GO… Um dia a gente fala de tudo, por enquanto, temos que focar!
Essa semana foi cheia de fatos e datas e mentiras que eu queria partilhar, mas não dá pra falar de tudo mesmo. Vamos falar de coisa boa? Sim, isso mesmo: o inverno chegou. Faz frio em Porto Alegre, como a banda Fresno já dizia (engraçado eu saber disso sem nunca ter ouvido essa música), mas o frio mesmo está descendo em Westeros e na HBO.
O fenômeno voltou. Game of Thrones está de volta com a sua sétima temporada na Home Box Office e as pessoas já estão enlouquecendo novamente. É impressionante o tamanho que o mundo de George R. R. Martin tomou, dominando a cultura pop atualmente. Ouso dizer que GoT é o Super Bowl das séries de televisão, apesar de não ter comerciais (o que é excelente, diga-se de passagem).

A nova temporada deveria se chamar “Os Ventos do Inverno”, que é o nome do sexto livro, ainda por sair (publica logo, George, nunca te pedi nada). Game of Thrones é o nome apenas do primeiro livro da série, que tem o nome de A Song of Ice and Fire (“Uma Canção sobre Gelo e Fogo”). Agora, no ponto que chegamos, acho que vamos finalmente compreender o sentido desse nome na sua plenitude. A briga por uma cadeira pontuda e horrenda – como é descrita nos livros – permeia a história toda, mas o real sentido do Fogo e do Gelo vai ser entendido agora, na briga entre dragões e zumbis de gelo.
Eu sou um fã, li os livros e acompanho a série semanalmente. Estou gostando muito do que os produtores tem feito, mesmo que existam diferenças importantes entre as duas formas de contar essa história fantástica. Não penso “ahh, o livro é muito melhor”. Encaro os dois quase como histórias diferentes que se conversam. Uso os livros apenas para sustentar algumas motivações de personagens da série e sugiro que todos façam isso.

Sem muitos spoilers, Arya está cada vez mais F#%@, estou muito curioso para descobrir o que o Sam vai descobrir com seus estudos e ainda não consigo imaginar como vencer os white walkers (especialmente agora). Gosto muito do Jorah, “O Ândalo”, Mormont (o cavaleiro da friend zone) e espero que ele reentre na trama no meio de uma batalha ou algo do tipo, fazendo a diferença e salvando alguém importante. Pela primeira vez, acho que o núcleo Lannister é o mais sem graça da temporada, à luz do que aconteceu no final da última temporada. Mas é só tocar Rains of Castamere que eles me ganham de novo.
Falando em música, não me incomodei com a aparição do Ed Sheeran (sim, ele apareceu) e acho que dá pra explorar a música que ele canta ainda mais. Acho que tem potencial, mas não pode passar disso. Não inventem de dar muita importância pra ele. I’m in love with the shape dessa série, cara! Domingo, 22h, tem mais! Assistam e vamos discutir quem a gente acha que vai sentar no Trono de Ferro.
@octavioff
O julgamento do século. O povo de Los Angeles contra Orenthal James Simpson. Um ex-jogador de futebol americano que, supostamente, assassinou a ex-esposa, Nicole Brown, e o namorado, Ron Goldman. Sim. Há novidades.

Depois daquele julgamento, OJ foi preso – e condenado – pela tentativa de roubo de memorabilia em Las Vegas. Acontece que, aos 70 anos e preso há 10, a corte de Nevada decidiu por conferir liberdade condicional a “Juice“. 22 anos se passaram desde o julgamento de OJ e realmente não sei se a combinação absurda de variáveis que permitiu a liberação do ex-atleta pode acontecer de novo.
Fato é que, apesar de minha crença (travestida de certeza) da culpa de OJ nos dois assassinatos mencionados, recentemente novos argumentos foram trazidos à luz. Os estudos do Dr. Bennett Omalu, por exemplo, apontam que (embora pareça óbvio agora) sucessivas pancadas na cabeça podem causar danos irreparáveis ao cérebro e levar pessoas a cometer delitos dos quais não se lembram.

No fim das contas, como a lei americana não permite interposição de recurso em casos em que o veredito é de “não-culpado”, tal análise ficará apenas para os estudiosos, sem aplicação prática qualquer. É triste aferir isso, mas como OJ está pagando pena por roubo e assalto à mão armada, 9 anos não me parece injusto – e ainda tem os anos em liberdade condicional. Posto meu senso de justiça de lado, eu queria mesmo é que ele pagasse pelos crimes que eu acho que cometeu.
Semana que vem, tem mais, vem despressurizar!

Deixe um comentário