Soneto I – Redenção.

Me fiz, Senhor, escravo da tua Cruz,

Que os seja agora um conforto,

Pois já amanhã eu estarei morto,

E meus familiares tu conduz.

 

Diante da suspeita derradeira,

Nenhuma criatura assevera:

Tangente à eterna primavera,

O aço da certeza é madeira.

 

Eu te peço: redime teu cativo,

Salvação que desejo e não mereço,

Tu que és o mais puro relativo.

 

Para que este fim seja começo,

Concede-me, Senhor, o lenitivo,

Que pague de minh’alma o seu preço.

Deixe um comentário

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑