A hora mais escura do Reino Unido.

Olá! Estamos de volta do recesso de ano novo aqui no Despressurizando e vamos começar falando sobre o filme O destino de uma nação, do diretor britânico Joe Wright e com Gary Oldman no papel principal. Este interpreta o ex-primeiro ministro do Reino Unido, Winston Churchill, em seus turbulentos primeiros dias no cargo (dado um pequeno problema enfrentado na época que foi a Segunda Guerra Mundial).

Ouvi muitos comentários positivos sobre o filme e acho que ele tem um grande valor histórico por contar um pouco sobre um momento de grande importância para o mundo todo, bem como por mostrar (através de uma ficção baseada em fatos reais) os bastidores da nomeação de Winston Churchill para o cargo de primeiro ministro britânico e da Operação Dínamo, tão importante no desenrolar da Segunda Guerra Mundial. Podemos ver um pouco mais sobre o que aconteceu neste momento histórico no filme Dunquerque, de Christopher Nolan, lançado em 2017, e que já comentamos aqui no blog.

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Churchill apresentando a situação da Europa Ocidental na Segunda Guerra para a sua secretária, Srta. Layton.

Além da opinião de pessoas próximas a mim, também gostaria de apresentar a opinião da comunidade, em alguns sites especializados: o filme está com uma nota 7,4 no IMDb, 75 no Metacritic e 86% no Rotten Tomatoes (além de 84% de nota da audiência no mesmo website), de um total de 10, 100 e 100%, respectivamente. Fiquei surpreso com a consistência das notas por parte da crítica e da audiência. E agora minha opinião: é um filme interessante. Esse não o mais hiperbólico dos adjetivos (o que é comum na internet atualmente), mas é até onde vai o quanto eu gostei do filme.

A direção e o roteiro do filme foram conservadores, na minha opinião. Tratando-se de uma história sobre uma figura tão polêmica e cheia de frases de efeito, esperava mais do texto. Talvez seja um exagero da minha parte, pois seria muito fácil cair no clichê, mas acho que poderia ter sido melhor explorado. A direção não é ruim, de forma alguma; no entanto, não surpreendeu. Joe Wright, diretor de Orgulho e Preconceito e do episódio Nosedive da série Black Mirror (ainda quero falar sobre ela aqui no blog), para citar alguns, faz um trabalho bom, mas acredito que o seu grande destaque é “pavimentar” o caminho para o melhor do filme, que é a atuação de Gary Oldman.

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Oldman com sua aparência normal à esquerda, Churchill no centro e Oldman novamente à direita caracterizado como o famoso primeiro ministro britânico.

Oldman, quase irreconhecível pelo excelente trabalho de maquiagem (indicado ao Oscar e vencedor do Critics Choice Awards), entrega um Winston Churchill impecável. Seu estilo “empolgado” de atuação encontra um personagem que permite que ele explore e apresente o melhor de si em uma atuação incrível. Não é surpresa que ele também esteja indicado ao Oscar de melhor ator e já tenha recebido mais de uma dezena de prêmios por este filme, incluindo o Globo de Ouro, o SAG, o Critics Choice, dentre outros.

Em resumo, eu iria no cinema ver O Destino de uma Nação, se fosse você. Espere um bom filme e se prepare para sair do cinema inspirado pela história e pela atuação do personagem principal. O filme tenta ser amigável à audiência – o que, em certos momentos da trama, me parece ser uma das falhas da obra, visto que assumir “riscos” maiores poderia ser uma forma de entregar um resultado ainda mais interessante. Além disso, é uma história real, o que eu acredito que sempre dá um tom mais legal para o que é contado, pensar que aquele medo era real, que aquele sentimento dos personagens foi sentido por pessoas reais faz tudo ficar ainda mais impressionante.

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V de vitória?!

Por fim, alguns comentários rápidos sobre o título do filme. Vemos de novo uma tradução não literal, do original Darkest Hour (hora mais escura), para O Destino de uma Nação. Eu não entendo, normalmente, por que eles fazem essas mudanças, mas nesse caso há um motivo: A Hora Mais Escura já é o nome de um filme (que, por sua vez, originalmente tem o nome de Zero Dark Thirty… vai entender) e de um excelente filme, diga-se de passagem. Dirigido pela vencedora do Oscar, Kathryn Bigalow, ele conta a história real da caçada a Osama Bin Laden e venceu o Oscar de melhor edição de som e o Globo de Ouro de melhor atriz de drama, pela atuação de Jessica Chastain. Também recomendo esta Hora mais Escura.

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