Despressurizando no Spotify #1: Kleiton & Kledir

Há algumas semanas estamos segurando esse conteúdo, mas chegou a hora: abrimos nossa série de playlists no Spotify! E temos a honra e o privilégio de abrir nossas seleções de grandes músicas com aqueles que são o primeiro e mais estreito vínculo musical dos autores desse blog: Kleiton & Kledir!
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Decidimos publicar esse conteúdo hoje em função do espetáculo “Casa Ramil”, que entra em cartaz hoje às 21:00 no Theatro São Pedro. Compra o ingresso pra ir assistir (só tem ingresso pra domingo) e confere aí a entrevista que fizemos com eles!

Despressurizando: Vocês puderam dar uma olhada na playlist “O Melhor de Kleiton e Kledir“? O que acharam? Faltou algo, alguma versão que vocês prefiram?
Kleiton & Kledir: A seleção está ótima, mas incluiríamos em sua lista as músicas “Bry” e “Lixo e Purpurina”
EDIT: as músicas já estão lá, conforme sugestão dos mestres!

Despressurizando: Vocês tem um trabalho com fortes bases na cultura local. Vocês acreditam que isso é uma força que artistas novos devem investir ou que é um risco de perder maiores audiências?
K&K: É uma questão de opção. Acreditamos que fazer música com elementos da própria cultura é quase uma obrigação dos artistas. O sucesso depende de oportunidades.

Despressurizando: O que significa a canção Tassy?
K&K: Tassy, com letra em Tupi Guarani, significa “sentir dor”. Trata da invasão nefasta do homem branco na comunidade indígena.

Despressurizando: Em “Deu pra ti”, vocês mencionam a saudade “da galera do Beira-Rio”, mas o Kleiton é gremista: como é a relação de vocês com o futebol? Podemos achar na discografia de vocês alguma referência ao tricolor?
K&K: Kledir é colorado, Kleiton gremista e aceitou a convite do irmão em fazer homenagem ao time rival. Foi oferecido ao Grêmio um grande projeto homenageando esse time, mas foi recusado. Ficou então a homenagem ao Inter.

Despressurizando: Na música “Eva”, vocês mencionam vários nomes femininos se valendo de uma temática romântico-afetiva; houve alguma reação negativa a essa música por fãs ou crítica? Algo semelhante em “Adão”?
K&K: As músicas foram super bem aceitas. Apenas as mulheres de nomes não citados na letra reivindicavam a “Eva 2”, para serem incluídas. “Adão” não foi gravada pela dupla.

Despressurizando: Ainda sobre essa música, uma pergunta importantíssima: Wanda é alguma piada interna de vocês? Já discutimos essa possibilidade ouvindo o álbum e achamos que sim, hehe.
K&K: Wanda é uma bela lembrança da nossa pré-adolescência, importante em nossa “iniciação sexual”.

Despressurizando: E ainda sobre assuntos polêmicos: vocês acham que “Androginismo” ou “Analista de Bagé” enfrentariam muitas críticas por seu conteúdo se fossem lançadas hoje?
K&K: Pelo contrário. Tudo está mais liberado e transparente hoje em dia. Talvez apenas não tenha a mesma repercussão social.

Despressurizando: Como surgiu a ideia de, depois de décadas, bolar um trabalho focado em público infantil? A parceria com Adriana Calcanhotto para “Lixo e Purpurina” em “Com Todas as Letras” tem alguma relação?
K&K: O infantil “Par ou Ímpar” foi a realização de um antigo desejo. Sabíamos do trabalho infantil da Adriana Calcanhotto, que adoramos. Mas nada do que fizemos tem relação com isso. Sua participação no “Com Todas as Letras” aconteceu pela emoção que o projeto em homenagem ao Caio Fernando Abreu causou nessa grande artista.

Despressurizando: Qual foi a inspiração para o projeto “Com Todas as Letras”?
K&K: O desejo de aproximar música e Literatura.

Despressurizando:Os compositores das letras auxiliaram também com as melodias das músicas?
K&K: Não. Todas as músicas foram compostas pelo duo, inspiradas no gosto musical de cada letrista.

Despressurizando:Qual a música mais emocionante do “Com Todas as Letras”, na opinião de vocês?
K&K: Creio que “Lixo e Purpurina” é a música mais significativa, com letra do homenageado.

Despressurizando: Nós acreditamos que vocês tem um trabalho incrível tanto nas músicas mais antigas, quanto nas mais atuais. Qual o segredo para produzir por tanto tempo e sem se prender no passado?
K&K: Amor pela música, amor pela criatividade, amor pela arte.

Despressurizando: Contem um pouco o que podemos esperar no show “Casa Ramil”, que veremos no Theatro São Pedro em março?
K&K: O espetáculo “Casa Ramil” será um encontro de gerações de artistas da nossa família. Repertório dos autores do nosso grupo e sonoridade rica pela pluralidade de instrumentos tocados por todos.

Despressurizando: Por fim, o que vocês fazem quando querem despressurizar?
K&K: Sempre é bom viajar de férias, diferente de viajar a trabalho. Estamos sempre na estrada fazendo show. Esse ano a dupla K&K tem convites para tocar no Japão, nos EUA e em Istambul (Turquia). São com certeza ótimos projetos, mas para despressurizar, nada como um bom tempo no ócio criativo.

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